"Relógios exibirão novos padrões do ar em SP" - Folha de S.Paulo

Empresa contratada pela prefeitura começou a instalar aparelhos em cruzamentos como o das avenidas 9 de Julho e Brasil

Nova classificação, adotada desde 25 de abril, torna mais rigoroso o controle de poluentes
EDUARDO GERAQUE

DE SÃO PAULO

Os novos relógios de rua da cidade de São Paulo, que começaram a funcionar ontem, vão exibir os novos padrões de qualidade do ar mais rígidos adotados pela Cetesb desde 25 de abril.

Segundo a prefeitura, que vai divulgar nos relógios os índices medidos pela agência ambiental, o consórcio que venceu a licitação instalou 14 equipamentos na madrugada de ontem em cruzamentos da cidade.

Um deles está funcionando na esquina da avenidas 9 de Julho e Brasil.

Os instrumentos que fornecem a hora ficaram por volta de dois anos parados.

Os relógios também vão poder exibir propaganda, o que é uma brecha da Lei da Cidade Limpa, aplicada há seis anos na cidade. Ela, em síntese, restringiu quase totalmente a propaganda nas ruas da capital.

A empresa vencedora terá direito a explorar, em 25 anos, mil relógios pelas ruas paulistanas, o que representa 2.000 faces para diversos tipos de propaganda.

ÍNDICES

Desde 25 de abril, a Cetesb mudou as cinco classificações que existem para os diversos poluentes do ar da Grande São Paulo, adotando índices de qualidade boa, regular, inadequada, má e péssima --antes, eram: boa, moderada, ruim, muito ruim e péssima.

Ontem, por exemplo, por causa do ar seco, São Paulo registrou qualidade do ar moderada --antes, seria regular-- tanto para o ozônio quanto para o material particulado (a poeira fina que circula com o ar e irrita os olhos e a garganta, principalmente das crianças e dos idosos).

Com os novos padrões mais rígidos, a previsão é que o termo "ruim" e até "muito ruim" apareça mais vezes no dia a dia da cidade.

Isso porque, com a mudança, os limites numéricos para a concentração de poluentes ficaram menores.

Apesar do avanço, a expectativa de cientistas de que São Paulo passasse a adotar os padrões recomendados pela OMS (Organização Mundial de Saúde), ainda mais rigorosos, não se concretizou.