Desigualdade

Oferta de transporte reflete a desigualdade

Estudo mostra que 1 em cada 5 moradores da Grande SP mora perto de uma estação

Mariana Barros , Especial para o Estado

Apenas um em cada quatro paulistanos tem o privilégio de morar perto de uma estação de transporte de público. Quando se analisa a população da região metropolitana, somente uma em cada cinco pessoas tem a mesma sorte. E, na maioria dos casos, elas se encaixam no perfil de renda média ou alta, enquanto as de baixa renda dependem de percorrer distâncias muito maiores até conseguirem ser atendidas pela rede pública. 

Quase prefeito de SP, Bruno Covas prevê gestão menos liberal que Doria

Tucano diz que prevê um governo social-democrata mais para o de Mario Covas

Ricardo Kotscho - Folha de S. Paulo

Qual era o sonho de menino de Bruno Covas Lopes?
"Eu sempre tive o sonho de ser prefeito de São Paulo."
Já caiu a ficha?
"Ainda não...
"

Ao final da conversa com a Folha em seu gabinete, no horário do almoço, Bruno Covas, 37, o ainda vice-prefeito, saiu para dar uma caminhada no centro de São Paulo. Da sede da prefeitura, no Viaduto do Chá, até a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, onde se formou.

Cinco ultrarricos têm riqueza igual à metade do Brasil, aponta relatório

FERNANDA MENA - FOLHA DE S. PAULO

Se a alta recorde das principais bolsas do mundo parece ter empurrado boa parte dos novos bilionários de 2017 para o topo do topo da pirâmide socioeconômica global, no Brasil outros fatores tendem a influenciar mais nossa desigualdade de riqueza.

O país ganhou 12 novos bilionários em 2017. Hoje, eles somam 43 ultrarricos. Cinco deles têm riqueza igual à da metade da população brasileira. O país foi apontado por diversos estudos como um dos mais desiguais do mundo.

Cerca de 13 milhões ainda vivem em pobreza extrema no Brasil, diz IBGE

LUCAS VETTORAZZO, DO RIO - FOLHA DE S. PAULO

O Brasil tinha em 2016 cerca de 13,4 milhões de pessoas vivendo em condição de pobreza extrema, divulgou o IBGE nesta sexta-feira (15).

De acordo com a pesquisa Síntese dos Indicadores Sociais, com dados do ano passado, 6,5% da população vivia com até US$ 1,90 por dia no país.

A nota de corte considera a classificação de pobreza extrema definida pelo Banco Mundial. Quando convertido para o câmbio da época, o rendimento dessas pessoas fica em R$ 133,70 por mês. O dado não possui base de comparação com outros anos.

Desigualdade no Brasil, onde você está?

KATIA MAIA E ODED GRAJEW - TENDÊNCIAS/DEBATES - FOLHA DE S. PAULO

O Brasil é tão desigual que a maioria da população não consegue perceber a real dimensão dessa desigualdade, desconhecendo o seu lugar de fato na pirâmide social.

A pesquisa de percepção pública que lançamos esta semana, em parceria com o instituto Datafolha, revela que 88% dos brasileiros acreditam pertencer à metade mais pobre da sociedade, e metade pensa que para estar entre os 10% mais ricos é necessário ter um ganho mensal superior a R$ 20 mil. A realidade, no entanto, é bem outra —e perversa.

Retratos da periferia: 'o coração de São Paulo bate na periferia'

Da mãe de 16 anos que participou da ocupação de uma escola à ex-faxineira que abriu uma boate: conheça cinco mulheres enfrentaram adversidades na periferia da cidade e fizeram a diferença

Por The Guardian 

A desigualdade em São Paulo, maior cidade da América Latina, faz-se notar principalmente na periferia, e com mais força ainda pelas mulheres. São elas que têm a menor renda e os maiores índices de gravidez na adolescência da cidade, e são vítimas de violência com maior frequência.

Renda do 1% mais rico é 36 vezes a da média da metade mais pobre, diz IBGE

JOANA CUNHA, ENVIADA ESPECIAL AO RIO - FOLHA DE S. PAULO

Os brasileiros que formam o grupo do 1% da população que tem os rendimentos mais elevados receberam em 2016, em média, 36,3 vezes o equivalente ao que foi recebido pelos que estão na metade da população que tem os menores rendimentos.

A comparação faz parte das conclusões da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), que o IBGE divulga nesta quarta-feira (29).

A pejotização aumenta, e muito, a desigualdade, diz economista

ALEXA SALOMÃO - EDITORA DE "MERCADO" - FOLHA DE S. PAULO

O economista Bernard Appy é praticamente um militante da reforma tributária. Há pouco mais de um ano, participou da criação de uma entidade que se dedica a esquadrinhar e propor soluções para o que ele chama de "distorções tributárias" do Brasil.

O CCif, Centro de Cidadania Fiscal, já produziu vários levantamentos e, inclusive, uma proposta de reforma.