Espaços Públicos e Urbanismo

Projeto de lei de zoneamento de SP ficará para abril

A gestão Fernando Haddad (PT) vai atrasar a entrega do projeto de Lei de Zoneamento em três meses. O objetivo, segundo a prefeitura, é estender o processo de discussão sobre as regras.

Previsto para ser apresentado à Câmara até 31 de janeiro, o projeto define, rua por rua da cidade, os tipos de construções que serão permitidos.

Proposta prevê que Prefeitura pague dono por preservação

Por Fábio Leite

Outra novidade apresentada no substitutivo do Plano Diretor é a criação de dois instrumentos de incentivo financeiro que podem permitir a preservação de áreas verdes privadas. A proposta lista 90 terrenos que passarão a ser Zonas Especiais de Proteção Ambiental (Zepam), totalizando 158 áreas onde há projetos para construção de parques públicos. São 82 km² de áreas verdes - atualmente só 68 são Zepam -, praticamente o dobro dos 42 km² de área dos parques atuais na cidade.

Para salvar verde, plano põe 1/4 de SP como zona rural

Por Fábio Leite

Ambiente torna-se prioridade e exigência mínima para loteamento passaria de 7,5 mil m² para 20 mil m²; projeto ainda permite a transferência de potencial construtivo de terrenos arborizados, que podem virar parques. Meta é votar texto antes da Copa

Plano Diretor de SP prevê incentivo a prédios com fins culturais

Por Eduardo Geraque e Giba Bergmaim Jr. 

O Plano Diretor prevê a criação de um corredor cultural que vai da Luz até a avenida Paulista. Para levar a ideia adiante, a prefeitura quer dar benefícios a donos de construções que abriguem centros culturais, como teatro, cinema e ateliês.

Por exemplo, o dono de um prédio que abrigue um teatro poderá construir unidades residenciais no edifício e obter descontos nos pagamentos de contrapartidas caso mantenha o equipamento cultural no andar térreo.

"Rios e Ruas: por uma São Paulo mais humana" - Planeta Sustentável

Todos os dias a população de São Paulo caminha sobre três mil quilômetros de cursos de água. Infelizmente são rios invisíveis, que foram canalizados e enterrados vivos sob nossos pés.
 
Pavimentar as cidades em prol do tão aclamado crescimento econômico foi uma decisão coletiva tomada no passado. Era uma visão do que se costumava chamar de desenvolvimento. Muitas décadas depois, sabemos hoje que um erro foi cometido. A construção de ruas, avenidas e prédios provocou o desaparecimento dos rios de São Paulo.