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Nem a Rota entra em favela de SP, afirma diretora da polícia de Alckmin

ROGÉRIO PAGNAN - FOLHA DE S. PAULO

Diretora do Departamento de Homicídios da Polícia Civil de São Paulo, a delegada Elisabete Sato disse nesta quinta-feira (9) que o Estado vive um período "muito complicado" para a segurança pública e que até mesmo a Rota, a tropa de elite da PM, não tem conseguido entrar em favelas da capital paulista.

Essa é a primeira vez que um integrante da cúpula da Segurança Pública do governo Geraldo Alckmin (PSDB) admite haver territórios controlados pelo crime, como ocorre no Rio de Janeiro. Alckmin é pré-candidato à Presidência da República.

Com maior índice em 3 anos, latrocínio preocupa polícia de SP

Entre as vítimas mais comuns, estão idosos e agentes de segurança; Secretaria de Segurança diz intensificar atuação contra o crime

Felipe Resk e Marco Antônio Carvalho, Impresso - O Estado de S. Paulo

1 a cada 3 brasileiros tem medo de violência e da polícia, aponta pesquisa

FERNANDA MENA - FOLHA DE S. PAULO

Um a cada três brasileiros tem medo da violência urbana nas ruas de seu bairro tanto quanto da Polícia Militar, que deveria remediá-la. É o que mostra pesquisa inédita do Datafolha sobre medo e percepção de segurança.

Realizado em 194 municípios do país, o levantamento apontou que 49% dos brasileiros têm medo de ser alvo de violência por parte da Polícia Militar e 60% têm medo de andar nas ruas da vizinhança depois do anoitecer. Um terço (35%), no entanto, tem medo das duas coisas.

Aposentadorias disparam, e Polícia Civil de São Paulo encolhe

POR ROGÉRIO PAGNAN - FOLHA DE S. PAULO

Os pedidos de aposentadoria de policiais civis de São Paulo tiveram uma explosão de mais de 800% em dez anos e agravaram a falta de equipes para investigar crimes.

Neste ano, apenas até agosto, 1.260 escrivães, investigadores e delegados pediram desligamento, contra 139 solicitações em 2006 inteiro.

Como não há reposições na mesma escala, isso significa um encolhimento da polícia investigativa –que perdeu uma em cada seis vagas preenchidas nesse período.

Polícia deve proteger manifestantes, por Luiz Caversan

Alguém aí sabe explicar por qual razão a Polícia Militar de São Paulo não consegue lidar com manifestações públicas como as do começo da semana sem proporcionar cenas de guerra, de batalha campal?

Assim como bater em estudantes secundaristas menores de idade não tem cabimento, carece de lógica descer a borracha "preventivamente" em manifestantes que estão reunidos para protestar seja contra o que for, como aconteceu no outro dia na paulista.

Número de mortes em confronto com a PM é o maior em dez anos em SP

Por Fernanda Mena e Pedro Ivo Tomé

O Estado de São Paulo e a capital tiveram neste ano o maior registro de pessoas mortas em confronto com PMs em serviço para o período de janeiro a setembro nos últimos dez anos.

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, foram 478 mortes provocadas por ações da PM no Estado, um aumento de 99% em relação ao mesmo período de 2013, que teve 240 registros.

Na capital, houve salto de 98 mortes para 244, um crescimento de 149% para os nove primeiros meses do ano.