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Alckmin prevê privatizar Sabesp no começo de 2018; Cesp ainda depende de Temer

A ideia é pulverizar 49% do capital da companhia de saneamento e deixar 51% sob a tutela do governo paulista

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

O governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin, disse que aguarda apenas a definição do governo federal sobre o prazo de concessão para privatizar a Companhia Energética de São Paulo (Cesp), mas a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) depende somente do governo estadual e irá a leilão no início de 2018.

Sabesp quer mudar cobrança de água em São Paulo

Ideia é aliviar custo para famílias de baixa renda e setor público, além de acabar com a taxa separada para esgoto

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

O presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp), Jerson Kelman, afirmou nesta quinta-feira, 29, que a companhia pretende enviar, até o fim do ano, proposta que mudará a cobrança de água em São Paulo. O objetivo é que as mudanças entrem em vigor até abril, prazo final da revisão tarifária. Entre as propostas está criar taxas sazonais, que atingiriam o litoral no réveillon, por exemplo.

Sabesp estuda administrar o destino do lixo na Grande São Paulo

FABRÍCIO LOBEL, DE SÃO PAULO, E EDUARDO SCOLESE, EDITOR DE "COTIDIANO" - FOLHA DE S. PAULO

Empresa de água e esgoto do governo paulista, a Sabesp estuda agora ampliar sua área de atuação e começar a tratar também da destinação de lixo na Grande São Paulo.

Com lucro recorde, Sabesp vê fim de crise e aumento de vazamentos

FABRÍCIO LOBEL - FOLHA DE S. PAULO

A Sabesp, companhia de água e saneamento ligada ao governo Geraldo Alckmin (PSDB), obteve lucro recorde de R$ 2,9 bilhões em 2016. Para a empresa, o número é um marco no fim da crise hídrica e financeira que a empresa sofreu em 2014 e 2015.

A divulgação desse balanço, porém, trouxe ainda dados preocupantes sobre o aumento do desperdício de água nos encanamentos da empresa e o atraso no avanço do esgoto no Estado.

Em bairros mais distantes de São Paulo, torneiras ainda secam à noite

FABRÍCIO LOBEL - FOLHA DE S. PAULO

Baldes cheios de água pela casa e torneiras secas à noite são cenas que, com o fim da crise hídrica em São Paulo, podem estar apenas na memória da maioria dos paulistas. Em alguns bairros da Grande São Paulo, no entanto, a rotina da estiagem e racionamento continua até hoje.

Sistema Cantareira volta a nível anterior a crise da água

FABRÍCIO LOBEL - FOLHA DE S. PAULO

Maior reservatório de água da Grande SP, o sistema Cantareira atingiu uma marca simbólica com a ajuda das intensas chuvas de janeiro: as represas do manancial têm agora volume semelhante ao do período que antecedeu a grave crise que atingiu o Estado nos anos de 2014 e 2015.

Na manhã desta terça (31), o sistema operava com 69,1% de sua capacidade, o que representa 878 bilhões de litros e inclui tanto o volume disponível neste momento para captação como também as duas cotas de reserva conhecidas como volume morto.

Desperdício de água chega a 31,4% em SP e já supera os anos pré-crise hídrica

De acordo com dados da Sabesp, entre janeiro e setembro foi perdido o equivalente a quatro represas do Guarapiranga com vazamentos na rede e fraudes

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

Menos de um ano após o término declarado da crise hídrica paulista, o desperdício de água tratada registrado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) voltou a crescer. E já supera os índices de perdas medidos antes do início da seca histórica e do racionamento ocorridos entre 2014 e 2015.