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Sistema Cantareira volta a nível anterior a crise da água

FABRÍCIO LOBEL - FOLHA DE S. PAULO

Maior reservatório de água da Grande SP, o sistema Cantareira atingiu uma marca simbólica com a ajuda das intensas chuvas de janeiro: as represas do manancial têm agora volume semelhante ao do período que antecedeu a grave crise que atingiu o Estado nos anos de 2014 e 2015.

Na manhã desta terça (31), o sistema operava com 69,1% de sua capacidade, o que representa 878 bilhões de litros e inclui tanto o volume disponível neste momento para captação como também as duas cotas de reserva conhecidas como volume morto.

Sabesp quer ‘poupança’ no Cantareira

Estatal defende que nova outorga do sistema tenha regra que permita captar na seca volume de água que não foi usado; comitês divergem

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

Um ano após momento crítico, sistema Cantareira vive mudança de cenário

Folha de S.  Paulo

Há um ano, em uma represa no município de Joanópolis, a 120 km de São Paulo, funcionava o “centro nervoso” do sistema Cantareira.

Com a ajuda de máquinas e bombas, era de lá que a água era puxada do fundo do quase seco do manancial e depois distribuída para cerca de 5 milhões de pessoas da Grande São Paulo. À época, a Jaguari-Jacareí operava com apenas 7% de sua capacidade.

Sistema Cantareira volta a fornecer água para 7,4 milhões de pessoas

O sistema Cantareira, que no pico da crise hídrica atendeu 5 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, voltou a fornecer água para 7,4 milhões de habitantes ontem (14), segundo informações da Sabesp.

A volta das chuvas às regiões de captação, que vão desde Nazaré Paulista até parte de Minas Gerais, é o principal motivo para a produção de água ter subido novamente nos últimos meses.

Antes da crise hídrica, no início de 2014, o Cantareira fornecia água para uma população de 8,8 milhões de pessoas.

Sabesp descumpre limite e capta mais água da poluída Billings

Por Fabrício Lobel

Em desacordo com norma estadual, a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) está captando mais água do que deveria da poluída represa Billings, na zona sul de São Paulo.

Portaria do órgão regulador impõe limite de 2.190 litros de água por segundo na média anual que a Sabesp pode retirar da Billings para transferir ao sistema Guarapiranga, que abastece mais de 5 milhões de pessoas.

Mas, desde janeiro, a empresa tem captado 40% a mais –em torno de 3.800 litros de água por segundo.

Inativo há 30 anos, velho sistema Cantareira tem águas desperdiçadas

Por Ingrid Fagundez e Fabrício Lobel

Depois de 30 minutos de caminhada pela floresta da serra da Cantareira, um cano de alvenaria surge em meio às folhagens. A tubulação segue por quilômetros entre árvores e pedras, às vezes aparente, outras debaixo da terra. Mais à frente, em um grande reservatório coberto de musgo e raízes, escorre apenas um fio d'água.

Cantareira pode operar no azul no fim do ano

Se chover dentro da média, manancial recupera volume morto em dezembro, mostra estudo; especialista diz que prazo será maior.

Por Fabio Leite