Pesquisa mostra que 67% dos moradores de São Paulo sairiam da cidade, se pudessem

Levantamento do Ipsos-Ipec aponta que segurança é o principal problema para a maioria da população; uma em cada quatro pessoas diz que a qualidade de vida ‘melhorou um pouco’ no último ano

Às vésperas do aniversário de 472 anos, o Instituto Cidades Sustentáveis e a Rede Nossa São Paulo divulgaram os resultados da pesquisa Viver em São Paulo: Qualidade de Vida 2026 em evento presencial e gratuito no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc nesta quinta-feira, 22 de janeiro.

Realizado em parceria com a Ipsos-Ipec, o trabalho apresenta a percepção dos moradores e moradoras da capital paulista sobre temas relacionados à qualidade de vida na cidade, como bem-estar, principais problemas e desafios, confiança nas instituições, avaliação da administração municipal (executivo e legislativo), transparência do poder público, desejo de participar da vida política local e lembrança do voto nas últimas eleições municipais e majoritárias. Ao todo, foram realizadas 700 entrevistas em painéis online, com pessoas de 16 anos ou mais, moradoras há pelo menos dois anos na cidade.

Além da apresentação dos resultados feito por Márcia Cavallari, diretora de contas do Ipsos-Ipec, o evento contou com a participação de Marcivan Barreto, presidente da Cufa – Central Única das Favelas do Estado de São Paulo; Eduardo Grin, doutor em administração pública e governo e professor do departamento de gestão pública da FGV e mediação de Débora Freitas, jornalista e apresentadora do Ponto Final da CBN.

A pesquisa mostra que 71% dos entrevistados avaliam que a segurança é o maior ou o segundo maior problema da cidade. Em seguida, aparecem as áreas da saúde (24% das menções), transporte coletivo (21%), falta de áreas verdes e enchentes e inundações (estas com 15%).

Em relação à pesquisa do ano passado, aumentou de forma significativa (seis pontos percentuais) o número de pessoas que percebem o transporte coletivo e a falta de áreas verdes como um problema importante de São Paulo. A área da saúde teve uma queda de 12 pontos percentuais, de 36% para 24%, como mostra a tabela abaixo.

Sobre a percepção geral da qualidade de vida em São Paulo, um em cada quatro respondentes diz que “melhorou um pouco” no último ano – o percentual subiu de 20% na pesquisa de 2025 para 24%, em 2026. Apesar disso, dois em cada três moradores afirmam que sairiam da cidade, se pudessem, percentual que subiu de 65%, no ano passado, para 67%, em 2026.

Veja outros resultados sobre a gestão pública da pesquisa Viver em São Paulo – Qualidade de Vida 2026:

  • A administração municipal recebeu avaliação “ruim” ou “péssima” de 36% dos paulistanos e paulistanas; 15% consideraram “ótima” ou “boa”.
  • 54% consideraram a atuação da Câmara dos Vereadores “ruim” ou “péssima”; 6% avaliam como “boa” ou “ótima”.
  • 55% afirmaram não ter vontade alguma de se envolver na vida política da cidade.
  • 44% disseram que se lembram em quem votaram para vereador nas últimas eleições municipais, em 2024; 36% afirmaram que não se lembram em quem votaram; 21% disseram que não votaram.
  • 42% se lembram em quem votaram para deputado federal em 2022; 36% não se lembram; e 22% não votaram.
  • 39% se lembram em quem votaram para senador em 2022; outros 39% não se lembram; e 21% não votaram.
  • 41% se lembram em quem votaram para deputado estadual em 2022; 37% não se lembram; e 22% não votaram.
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